| Dia de ano novo |
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| Escrito por Tito Miranda | |
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1 de Janeiro Era tradição, neste dia, festejar o “Ano Novo”. As mordomas de Nª Sª do Carmo, faziam o peditório pela aldeia para recolher produtos como farinha, ovos, chouriços, maçãs, uvas entre outros. Depois de recolhidos estes produtos que os vizinhos ofereciam com gosto, havia muito trabalho que era necessário realizar. Era então que se dirigiam para um forno para aí amassarem as roscas e os doces que depois de levedados iam ao forno rojado com lenha, para cozerem. Havia um suporte de madeira, com paus entrelaçados em arco e fios, o “ CHAROLO “ que era enfeitado com doces, pedaços de rosca, pequenos rebuçados, maçãs, chouriços, e bolachas., construindo assim o “ RAMO “ de Ano Novo. Este “ RAMO “ era levado para a igreja onde permanecia durante a missa. Ao sair da missa o “ RAMO “ era trazido para fora da igreja onde era arrematado (vendido em leilão), simbolicamente, pelos solteiros ou pelos casados, valor que serviria de referência para o custo de cada “QUINHÃO”(cada parte do RAMO). Depois, as mordomas percorriam as casas dos vizinhos para saber quantos “QUINHÕES” queria cada família. Ao fim da tarde o RAMO era então desfeito e colocado em partes iguais, com o mesmo nº de elementos, que mais tarde era levantado, mediante o pagamento da quota atribuída a cada QUINHÃO, revertendo esse dinheiro a favor de Nª Sª do Carmo. A festa continuava com a chegada de forasteiros das aldeias vizinhas para participarem no baile que era abrilhantado ao toque do realejo. É tradição agora,a mordoma fazer o peditório, pelos vizinhos, para utilizar apenas na confecção das roscas, que continuam a ser arrematadas ao sair da missa, revertendo a receita para o mesmo fim.
Obs: é vontade da Associação sensibilizar as mordomas para voltar a viver esses momentos, de espírito comunitário. |
Dia de ano novo 

