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Escrito por Tito Miranda   

Era tradição as pessoas disfarçarem-se com roupas velhas e chapéus, salpicando-se com farinha, percorrendo as ruas da aldeia sem serem reconhecidos.

À meia noite faziam-se os casamentos do ENTRUDO, para diversão do povo.

Um grupo de rapazes de cada lado da aldeia no cimo da encosta, usando embudes (funis grandes) para que toda a gente pudesse ouvir.

Os casamentos consistiam em acasalar simbolicamente os mais novos com as mais velhas da aldeia e vice versa, os mais bem parecidos com os mais desajeitados, atribuindo-lhes dotes adaptados aos casais para no dia seguinte fazer a festa comentando com graça os “CASAMENTOS DO ENTRUDO”.

 

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